Pode não parecer, mas é, de fato, interesse de todos, pois cada um de nós é um produtor potencial de resíduos eletro-eletrônicos a partir do momento que passamos a utilizar um telefone celular; ganhamos ou presenteamos um inofensivo brinquedo eletrônico; compramos um eletrodoméstico; etc. e etc. E o impacto disso é bem maior do que pode parecer!
[Pesquisar este blog]
sábado, 27 de junho de 2015
domingo, 17 de maio de 2015
O Y da Carreira
Você sabia que existem tipos diferentes de carreiras profissionais? Carreira linear, carreira em Y e até mesmo carreira em W? Pensar e planejar a carreira são atitudes muito importantes, pois todos almejam a plena realização profissional!
Como não se pode prever o futuro, a melhor estratégia é sempre a do planejamento e da preparação antecipada. E isto também se aplica à vida profissional, pois, em geral, passamos uma parte substancial de nossas vidas no trabalho, sem contar que as realizações decorrentes de nossa ocupação tem um enorme potencial de trazer muita satisfação, influenciando a qualidade de nossas vidas. Planejamento de carreira e desenvolvimento profissional são, então, elementos importantes neste cenário.
Vale começar pela definição de carreira, palavra de origem latina (carraria) que possui diversos significados, mas todos envolvendo um movimento ou uma trajetória entre pontos. A ideia central de carreira é um percurso rumo a um objetivo profissional o qual é desejado por muitas razões diferentes, mas quase sempre associadas à necessidade que temos em nos sentir realizados, em dar sentido a nossas vidas, em suma, em sermos felizes. Por isso é comum relacionarmos a ideia de carreira as ocupações oferecidas no mercado de trabalho e também as oportunidades de progresso dentro das empresas e do mercado.
Existem muitos estudos e pesquisas que indicam que a grande motivação para o desenvolvimento profissional e para o enfrentamento dos desafios inerentes ao trabalho é o sentido de realização. Isto só é possível quando trabalhamos e fazemos aquilo que desejamos, de maneira a satisfazer nossas ambições e desejos. Ao mesmo tempo, trabalhar por obrigação, imposição ou necessidade raramente motiva ou traz tal sensação de realização. Ter uma remuneração elevada pode mascarar esta percepção, tanto que é comum a tentativa de medir sucesso pelo tamanho do contracheque. Ledo engano!
Se fosse assim, mais de 90% das pessoas do mundo seriam infelizes por não receber os maiores salários. Toda pessoa abastada seria feliz ou muito feliz. Mas na realidade, a felicidade e o sentido de realização são independentes do quanto se possui, pois são frutos da nossa necessidade de realizar, muito embora cada pessoa tenha uma visão própria e diferente do que seja isso.
Como as pessoas são diferentes, é natural esperar que nem todos persigam uma trajetória profissional padronizada. É aqui que entram os conceitos de carreira linear e carreira em Y.
Uma carreira linear é uma sucessão de ocupações, aparentemente natural, onde no início temos aprendizes, estagiários e trainees. Estas ocupações evoluem para outras, de natureza "júnior", onde as pessoas trabalham com menor grau de independência e autonomia, geralmente sendo assistentes de outros profissionais mais experientes (ou mais graduados). Como o passar do tempo, a vivência e o amadurecimento profissional, muitas vezes conciliado com mais educação formal, permitem galgar posições de natureza "plena". É bastante comum imaginar que, depois disso, o profissional passe a supervisionar, coordenar e gerenciar, ascendendo a posições de comando, inerentemente administrativas e de maior responsabilidade. Espera-se com isso maiores remunerações. De fato, isto pode constituir uma trajetória de sucesso.
Mas nem todos desejam ou querem tais posições de comando, a despeito dos ganhos ou da ideia de sucesso ali contida.
A carreira em y proporciona uma visão mais ampla desta questão. Após um percurso inicial de formação técnica e vivência prática, é igualmente natural e possível que, num ponto variável da vida profissional, que possamos nos direcionar às ocupações de natureza administrativa ou, em outra direção, a funções estritamente técnicas, ainda mais especializadas. A carreira em y considera que todos podem, num momento próprio da vida, escolher ocupações focadas na gestão (de pessoas, de negócios ou de projetos) ou ocupações de concentração mais técnica (onde os termos especialização, superespecialização e ultra-especialização são particularmente apropriados).
A carreira em Y não pressupõe, como na carreira linear, que todos possuem as mesmas aspirações e que no final da carreira só existem funções gerenciais. A carreira em Y compreende dois segmentos distintos de evolução profissional, que permitem a melhor adequação entre o perfil individual; os desejos e ambições pessoais; além das habilidades e competências efetivas de cada um.
Partindo então do autoconhecimento, cada um pode e deve pensar em qual trajetória é mais adequada, permitindo então o planejamento da carreira, ou seja, a busca por ocupações e desafios na direção que tem maiores chances de proporcionar sua realização como profissional e, principalmente, como pessoa.
Qualquer escolha profissional pode oferecer realização, desde que satisfaça os seus próprios anseios;. É claro que o reconhecimento só será obtido de tal escolha for desempenhada com dedicação e competência. Para isso, investir em educação é essencial.
Então, dentro de suas possibilidades (mas sempre pensando e procurando o máximo), a realização de cursos técnicos profissionalizantes, uma graduação no ensino superior e, depois, a continuação disso com cursos de especialização (lato sensu), mestrado e doutorado (estes dois últimos stricto sensu). Quanto maior o nível de educação, maior a remuneração. Além disso, existe no Brasil enorme demanda por profissionais portadores de educação superior em praticamente todas as áreas. Cursos de extensão e certificações profissionais são um ótimo complemento e proporcionam grande diferenciação profissional.
Autoconhecimento, muito estudo e dedicação. Esta é uma receita de sucesso!
domingo, 10 de maio de 2015
A Internet das Coisas
Você já pensou como seria a nossa vida se boa parte das máquinas e equipamentos fossem interligadas pela Internet? Não apenas computadores, tablets e celulares, mas veículos, máquinas, eletrodomésticos e até mesmo casas?
A Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT) é uma tendência, provavelmente irreversível, de conexão de dispositivos por meio da Internet, criando um mundo enorme de possibilidades.
Num primeiro estágio, a conexão e as funcionalidades providas são mais simples, como quando você controla o portão de sua garagem ou a iluminação de partes específicas de sua casa por meio de seu smartphone. A conexão de câmeras de segurança de um local específico ao celular é algo semelhante. Nestes exemplos os objetos se comunicam com as pessoas e estas tomam as decisões.
No segundo estágio, sensores de luminosidade e temperatura poderão controlar a iluminação e o ar condicionado, considerando seus hábitos de uso e a previsão do tempo. Os objetos passam a registrar informações e tomam decisões com base em dados atuais e históricos. Assim é possível conciliar o aumento da eficiência e redução de custos com maior conforto e comodidade.
Hoje já existem 25 bilhões de dispositivos conectados para uma população mundial de 7,2 bilhões de pessoas. A CISCO, uma gigante das telecomunicações, estima que até 2020 tenhamos 50 bilhões de dispositivos conectados para uma população pouco maior que 7,6 bilhões. Será um verdadeiro salto em apenas cinco anos.
Isto demandará incluir microprocessadores, sensores e dispositivos de rede em muitas das coisas desconectadas que conhecemos. Além disso, será necessário um enorme contingente de pessoas capazes de desenvolver programas e aplicativos para este novo mundo. Não vai ser bacana?
Para Saber Mais
- The Internet of Things Is Already Here – and There’s Nothing You Can Do About It
http://www.wordstream.com/blog/ws/2015/01/09/the-internet-of-things - 5 Ways The Internet Of Things Will Make Marketing Smarter
http://www.forbes.com/sites/salesforce/2014/08/30/5-ways-iot-marketing-smarter/ - Internet of Things
http://en.wikipedia.org/wiki/Internet_of_Things - ‘Internet of Things’ next change agent?
http://www.lanereport.com/42499/2014/12/internet-of-things-next-change-agent/
quarta-feira, 6 de maio de 2015
A Hora da Tecnologia Vestível
Uma nova tendência na área da Tecnologia da Informação é a tecnologia vestível (wearable) que está movimentando o mercado com a oferta de relógios, pulseiras, colares e óculos inteligentes, entre outros equipamentos que podem ser usados como peças de vestuário.
Os relógios estão no centro desta movimentação por causa de lançamentos como Apple Watch, além de concorrentes de peso, como Motorola Moto360 e Samsung Gear Fit. Com capacidades que vão além de mostrar horas, como troca de SMS, monitoramento de atividades físicas, exibição customizada de informações e execução de músicas; a ideia central é que o usuário possa, confortável e continuamente, receber as informações que necessita ou deseja.
Segundo a empresa de pesquisa IDC somente em 2014 foram vendidos mais de 21 milhões de aparelhos vestíveis no mundo, em sua maioria relógios inteligentes. Parece pouco, mas com preços que vão de US$ 100 a US$ 17 mil, o faturamento deste nicho de mercado ultrapassou 5 bilhões de dólares, antecipando os volumes de vendas anteriormente previstos.
Outra pesquisa realizada nas 7 maiores economias globais (Alemanha, Brasil, China, EUA, França, Reino Unido e Japão) pelo Morgan Stanley Group mostra que 25% das pessoas consultadas está disposta a pagar de US$ 201 a US$ 300 por um dispositivo destes. Revela ainda que mais sensores, mais conforto, maior potencial de computação, além de informações mais confiáveis são fatores que poderiam motivar o aumento do uso dos wearable.
Embora seja difícil acertar os gostos e desejos deste público exigente, existe um potencial enorme neste mercado que consome aplicativos e serviços, gera oportunidades de trabalho e empreendimentos, sem contar que a ficção científica anda se tornando realidade!
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Procuram-se Engenheiros
Neste ano 784 mil alunos novos se matriculam em cursos de engenharia no Brasil. No entanto, apenas outros 66 mil se formarão engenheiros, aumentando muito o déficit de profissionais existente neste segmento, pois o mercado de trabalho demanda 150 mil novos engenheiros anualmente.
Observe que isto está acontecendo numa fase em que a economia brasileira não tem crescido com vigor. A situação seria crítica, um apagão de talentos, se nosso desenvolvimento estivesse acontecendo com taxas superiores a 5% ao ano. Embora não estejam sobrando postos de trabalho, existem muitas oportunidades, sem contar com a aposta na retomada de nosso crescimento.
Para os especialistas em recrutamento, as áreas de agroindústria, farmácia, alta tecnologia e infraestrutura serão as melhores, sem contar petróleo e gás, trazendo maior abertura para formandos dos cursos de engenharia mecânica, elétrica, química, produção e civil. A estimativa é que até 650 mil vagas para engenheiros sejam criadas nos próximos cinco anos.
Ainda segundo diversos analistas, o mercado tem duas grandes demandas para os engenheiros. Uma é a exigência de alta qualificação e formação acadêmica específica. A outra é o conhecimento em gerenciamento de projetos que, portanto, inclui habilidades de relacionamento e liderança.
Apesar das maiores exigências, estes profissionais também estão ganhando mais espaço na área de gestão, ou seja, a formação técnica continua tendo forte apelo, mas alinhada aos negócios, pois as empresas esperam que o engenheiro seja capaz de melhorar o desempenho daquela indústria frente ao mercado. Então o profissional ideal é aquele que concilia amplo conhecimento técnico, capaz de atuar como gestor, com domínio de dois idiomas ou mais.
As especializações aumentam as oportunidades, ainda mais se cursadas no exterior. Com salários iniciais entre R$5500 e R$6500, a remuneração de um engenheiro com cinco anos de experiência pode chegar até a R$20000, enquanto um diretor industrial de empresa multinacional pode receber mais do que R$40000 mensais.
Graduar-se engenheiro não é fácil: requer muito estudo e dedicação, mas descortina uma carreira de muitas realizações e ótimo retorno financeiro.
Para saber mais
- 'Derrepentemente' mais engenheiros
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,derrepentemente-mais-engenheiros-imp-,1040718 - Engenharia é profissão do momento com altos salários
http://www.uniformg.edu.br/processoseletivo/index.php?option=com_content&view=article&id=68:engenharia-e-a-profissao-do-momento-com-altos-salarios-&catid=26:mercadodetrabalho&Itemid=51 - 3 Cidades lideram demanda por engenheiros
http://www.creapb.org.br/noticia-destaque/3-cidades-lideram-demanda-por-engenheiros-confira-os-salarios/
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Casas Inteligentes
A domótica é uma área da engenharia de automação e controle que se preocupa com o projeto e desenvolvimento de edifícios inteligentes, isto é, construções que ofereçam mais conforto, maior segurança e que sejam sustentáveis.
O termo domótica é a junção da palavra latina domus com robótica ou com o termo francês imotique (automação), ou seja, significa o controle automático de habitações. Seu primeiro grande objetivo era a integração e o controle centralizado dos sistemas domésticos de iluminação, climatização e segurança. Nesta época, o custo de implantação de sistemas desse tipo era proibitivo, muito em função do preço mais elevado de computadores, sensorces e infraestrutura de rede que eram necessários. Por isso, os sistemas domóticos começaram a ser adotados em projetos comerciais novos que poderiam prever e otimizar as necessidades de infraestrutura, além do natural ganho em escala proporcionado pelo maior número de usuários envolvidos.
Assim surgiram os edifícios inteligentes, dotados de sistemas capazes de controlar a iluminação elétrica de seus espaços, acionando lâmpadas conforme a presença ou fluxo de pessoas e também ajustando automaticamente sua intensidade de maneira a aproveitar melhor a luminosidade natural oriunda do exterior. Da mesma maneira, é possível que o ar condicionado tenha seu funcionamento determinado conforme as temperaturas monitoradas de cada setor da construção. Além disso, portas e elevadores podem ter fechaduras eletrônicas integradas ao sistema de segurança, permitindo definir o acesso de cada usuário do edifício apenas aos setores e salas necessários. Muitos hotéis, prédios de escritórios e outras construções de grande porte já são assim, o que proporciona redução substancial do consumo de energia elétrica, além de segurança bastante melhorada.
Todas essas facilidades e funcionalidades podem hoje ser instaladas em residências, permitindo que seus moradores tanto usufruam destes confortos, como também economizem água, gás e energia elétrica. É verdade que, atualmente, o custo da automação residencial, embora bem mais em conta que outrora, é ainda relativamente alto e nem sempre compensador do ponto de vista financeiro para famílias típicas, mas sempre provê economia de recursos e, consequentemente, maior sustentabilidade. Neste aspecto, a domótica se mostra muito importante quando consideramos as questões do consumo consciente de recursos energéticos e, principalmente, água.
Com a evolução dos sistemas computacionais; barateamento dos sensores, câmeras e acionadores; novas tecnologias de rede com e sem fio; além de novas bibliotecas de software biométrico (para identificação com impressões digitais e reconhecimento facial principalmente), o futuro da domótica se volta para o controle inteligente e também a personalização. Neste sentido, imagine uma ambiente que reconhece seus usuários e, conforme as preferências destes, ajusta iluminação, temperatura, aciona dispositivos e ainda seja capaz de reconhecer comandos.
Com a popularização da domótica residencial e a maior conscientização da importância de seu uso, os custos tendem a cair, facilitando sua adoção. Conforto e economia combinam muito e natureza ainda agradece!
Para saber mais
- Domótica [Wikipedia]
- Domótica Inteligente: Automação Residencial baseadaem Comportamento
- Domótica
- Domótica: uma abordagem sobre redes, protocolos e soluções microprocessadas debaixo custo
domingo, 5 de outubro de 2014
Data Centers
A vida de bilhões de seres humanos depende dos data centers, locais onde ocorrem o
controle, o processamento, o armazenamento e a supervisão de dados e
informações de muitos serviços essenciais.
E não é apenas por causa da internet. Em particular, os sistemas de geração, transmissão
e distribuição de energia elétrica, absolutamente essenciais para nosso modelo de vida, são administradas por vários data centers. A telefonia fixa e
celular, além de outros serviços de telecomunicações; o sistema financeiro global,
ou seja, bancos, bolsas de valores e seus agentes dependem de seus data centers. A lista continua com
controle de tráfego urbano, sistemas de saúde, segurança, transportes e outros.
Para Ethevaldo Siqueira, expert em TI, um data center é um local centralizado
provido de recursos de computação e de telecomunicações de importância crucial
- incluindo servidores, sistemas de armazenamento, bancos de dados,
periféricos, redes de acesso, software e aplicativos - operado por
pessoal
altamente qualificado, para uso e controle de indústrias, governo e empresas de
serviços.
Estes centros constituem uma infraestrutura vital e mesmo
que não tenhamos essa exata noção, os profissionais de TI envolvidos em sua
operação têm uma visão bem diferente disso.
Para o Gartner Group é essencial que empresas públicas e
privadas aproveitem ao máximo seus investimentos em data centers, o que requer técnicas modernas de virtualização e
armazenamento de dados; uso de servidores de alta capacidade e redes velozes; além
de muita segurança, garantia de disponibilidade e eficiência energética. Neste cenário, a computação em nuvem, ou cloud computing, figura como uma tendência muito importante para a entrega adequada de infraestrutura e operações sob demanda.
Os desafios do momento são suprir as necessidades de maior
conectividade com dispositivos móveis, oferecer custo competitivo e
principalmente contornar a falta de mão de obra especializada em TI.
Para saber mais
- Microsoft::Capacitação em Modern Data Centers
- Oito forças críticas para estratégias de data centers
- Gartner antecipa tendências de data centers
- Data centers na vida humana
- Wikipedia::Centro de Processamento de Dados
- Google Green::nossos data centers usam 50% menos energia
- IBM::smarter data center services
http://www-935.ibm.com/services/us/en/it-services/data-center/index.html
Assinar:
Comentários (Atom)