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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Marco Civil da Internet::Liberdade de Expressão

Todo mundo tem direito a expressar suas opiniões de maneira livre, independente da concordância dos outros.

Qualquer pessoa pode, literalmente, subir num banquinho em praça pública e falar o que quiser. A abrangência de uma manifestação deste tipo é bastante limitada, mas a divulgação de opiniões na internet tem um potencial muito maior, no público alcançado, na velocidade com que isso pode acontecer e nas possibilidades de adesão.

Preservar a liberdade de expressão é importantíssimo, pois permite que as pessoas compartilhem suas opiniões sobre amenidades, como o jogador mais bonito ou a atriz mais sensual; divulguem suas experiências no uso de eletrodomésticos, veículos e outros produtos; bem como suas opiniões sobre o atendimento de profissionais, serviços públicos e a atuação de políticos.

Este direito fundamental é um dos pilares do Marco Civil da Internet (MCI) em vigor desde 23/06/2014. Como uma espécie de constituição, que relaciona direitos e deveres dos internautas e dos provedores de serviços na internet, o MCI objetiva assegurar a liberdade de expressão e, ao mesmo tempo, impedir a censura. Para isso existem regras para remoção de conteúdo.

Se alguma pessoa empresa se sente ofendida por algum conteúdo publicado por terceiros, a remoção deste deve ser solicitada na justiça, que pode determinar sua exclusão. Não cabe ao provedor de conexão ou empresa da internet a decisão sobre a exclusão, mas sim o atendimento a ordem judicial, caso contrário pode ocorrer sua punição. Assim, existe a responsabilidade sobre aquilo que se publica, mas sem que isso esteja sujeito ao poder econômico ou a divergência de opiniões.

O MCI representa um ganho real para toda sociedade.

Para Saber Mais

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Marco Civil da Internet::Privacidade

Ninguém gosta de bisbilhotice! O Marco Civil da Internet (MCI) oferece amparo legal para as questões da privacidade na internet.


Em vigor desde 23/06/2014, o MCI é uma espécie de constituição que determina direitos e deveres dos internautas e dos provedores de serviços na internet.

A privacidade, uma de suas preocupações, é o direito a inviolabilidade e ao sigilo do fluxo de comunicações e do armazenamento ocorridas na internet. Existe ainda o princípio da finalidade que exige garantia das empresas de que a coleta de dados seja realizada apenas dentro do propósito para o qual foram contratadas. Ao combinar um serviço de comunicação que não inclui armazenamento das conversas, fica proibida sua gravação e passível de indenização se realizada sem autorização.

O acesso a conteúdos privados é possível apenas com autorização judicial, ou seja, nos casos previstos pela lei. Assim os direitos constitucionais existentes para ligações telefônicas e dados bancários agora estão explicitamente garantidos para o ambiente virtual.

Outro ponto bacana e importante no caso de disputas legais é que empresas estrangeiras que operam no Brasil são obrigadas a atender a nossa legislação, mesmo que seus datacenters estejam fora do país, impondo a entrega de dados solicitados judicialmente.

O MCI também institui que a exclusão de conteúdos ofensivos à algum usuário ou empresa só pode ser requerida por meio de ordem judicial. A exceção fica por conta da vingança pornô, quando material de natureza sexual é divulgado sem autorização das partes, situação em que o participante pode notificar o provedor que deve tornar tal material indisponível.



Conhecendo MCI todos podem se proteger melhor contra abusos.

Para Saber Mais

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Marco Civil da Internet::Neutralidade

Muitos usuários do ciberespaço ainda não se deram conta que desde o dia 23/06/2014 entrou em vigor o Marco Civil da Internet, uma espécie de constituição para este meio, que determina os direitos e os deveres das empresas prestadoras de serviços e também dos internautas.



O Marco Civil da Internet se apoia em três conceitos-chave:
  • a neutralidade, 
  • a privacidade e 
  • a liberdade de expressão. 
Aqui falamos em particular da neutralidade.

A neutralidade é o princípio de que todos os dados devem ser tratados da mesma maneira, ou seja, assegura que o internauta pode acessar qualquer tipo de serviço disponível e que os diferentes tipos de dados envolvidos devem ser tratados igualmente. Isto significa a proibição de que formatos ou conteúdos específicos sejam privilegiados na transmissão.

Assim, o envio de e-mail não pode ter custo diferente do tráfego de vídeo ou dados corporativos, de modo que um usuário comum tenha os mesmos direitos de empresas com maior poder econômico.

Embora as empresas provedoras possam continuar a oferecer velocidades diferentes de acesso, isso torna proibida a venda de pacotes com limitações de serviço, como acesso apenas a e-mail ou redes sociais. Reduções de velocidade durante o uso de serviços pesados, o traffic shaping, também não serão aceitas.

O que se deseja é que a internet seja usada como a rede elétrica: pode existir uma diferenciação da demanda, por exemplo, residencial ou industrial; mas não interessa e nem pode haver restrição para a forma de seu consumo, ou seja, se a energia elétrica é usada para um ventilador ou para operação de uma máquina. Com isso se impede que a internet passa a funcionar como a TV por assinatura, onde o usuário precisa pagar por conteúdos diferenciados (como canais esportivos ou de filmes).

Como o marco civil contém pontos polêmicos e sua regulamentação não está completa, vale a pena refletir e acompanhar essa discussão!

Para Saber Mais

terça-feira, 1 de julho de 2014

Big Data

O uso cada vez maior de computadores e dispositivos digitais, associado ao crescimento da internet e de sua capacidade de transmissão de dados, tornou a produção de informações abundante, em quantidade e velocidade incríveis.
Fonte: http://thumbnails-visually.netdna-ssl.com/big-data_50291c3b16257_w1500.jpg
São páginas na internet; registros de compras com cartões de débito e crédito; transações financeiras; e-mails; postagens em redes sociais; uploads de fotos, músicas e vídeos; torpedos; além de muitos outros conteúdos armazenados em bancos de dados.

Além da tendência para criação de coleções de dados cada vez maiores, a análise e correlação destas grandes massas de registros agrega ainda mais informações derivadas de outros conjuntos. Por exemplo, as fotos salvas num serviço da internet por uma pessoa são um conjunto de dados primário, ao qual podem ser acrescidos comentários e informações de localização. Ao divulgar estas fotos para outros usuários, novas informações podem ser agregadas ao efetuar-se a correlação destas imagens com aquelas compartilhadas pelos demais, o que pode expandir, e muito, o tamanho do conjunto de dados iniciais. Este processo pode ser expandido para outros grupos, resultando em muito mais dados produzidos do que as fotos originais.

Big Data é o termo usado para definir estas coleções gigantescas de dados e as novas técnicas exigidas para seu processamento, pois os modelos tradicionais, além de muito demorados, não são capazes de produzir os resultados desejados.

No Big Data existem alguns aspectos considerados fundamentais, chamados de 4V ou 5V (quatro ou cinco "vês") conforme o autor:
  • Volume
    Capacidade de trabalhar com grandes volumes de dados gerados a partir de múltiplos dispositivos; obtidos de diversos bancos de dados ou oriundos das mídias sociais.
  • Variedade
    Devido a multiplicidade de origens, existem muitos formatos de dados: bancos de dados tradicionais, arquivos de texto, e-mail, imagens, áudio, vídeo e muitos outros formatos. Algumas estimativas apontam que 80-85% dos dados de uma organização não é numérico.
  • Velocidade
    Significa a rapidez tanto da produção dos dados, como da necessidade de seu tratamento para atender as demandas. A explosão do uso de dispositivos móveis integrados a internet, além de etiquetas de RFID e grande disseminação dos computadores estão impulsionando a necessidade crescente de lidar com fluxos de dados em tempo quase real.
  • Veracidade
    Representa a confiabilidade dos dados, pois não adianta dispor de dados em volume e possuir velocidade para seu processamento se as informações não forem corretas.
  • Valor
    É o benefício que pode ser obtido do investimento neste tipo de tecnologia.


Os desafios do Big Data incluem capturar, classificar, armazenar, pesquisar, compartilhar e, principalmente, analisar dados, permitindo sua visualização. As aplicações são igualmente grandes: finanças, negócios, saúde, segurança, transportes, telecomunicações e muitas outras.
Fonte: http://oglobo.globo.com/infograficos/bigdata/bigdata.jpg

Para Saber Mais

sábado, 28 de junho de 2014

Proteja-se com Senhas Fortes

O que aconteceria se suas senhas fossem violadas? Suas senhas são adequadas? Infelizmente muitas pessoas, apesar de saberem a importância disso, têm hábitos de segurança ruins.

É comum usarmos email, contas bancárias, redes sociais e serviços na internet. Todos são protegidos por senhas para impedir que estranhos acessem nossos recursos financeiros e dados pessoais. Por isso, utilizar uma mesma senha para todos esses expõe seu proprietário a um risco muito grande. A desculpa mais frequente é a dificuldade para se criar senhas diferentes e boas e, é claro, lembrar de todas!

A força de uma senha é a dificuldade para experimentar todas as suas possibilidades. Uma senha numérica de 4 dígitos, comum em cartões de débito, tem força baixíssima: suas 10mil combinações podem ser testadas em poucos segundos por um computador comum. É o bloqueio do cartão, após três tentativas incorretas, que confere proteção real. Mas senhas de serviços da internet, em geral, podem ser experimentadas muitas vezes, expondo seu proprietário a um risco de invasão.

A solução para se proteger é bem simples e envolve três práticas essenciais!

Crie senhas fortes.

Se possível escolha senhas longas. Quanto maiores, melhor. Uma senha com 12 letras, como carroamarelo, usa palavras comuns, é fácil de lembrar, mas não muito segura. Substituir algumas letras por números e acrescentar um caractere especial, como c4rro-4m4relo, cria uma boa senha. Mas usar vários símbolos, maiúsculas e minúsculas, como c4RRo-4M4relo#, cria uma ótima senha que não é difícil de lembrar.

Troque as senhas periodicamente.

Dá trabalho, é chato, mas essencial. Isto inviabiliza até mesmo os planos de meliantes que estejam de olho em você.

Não reuse senhas.

Cada serviço e dispositivo deve ter senhas distintas. Se uma delas for violada, o restante permanece seguro. Existem bons programas gratuitos para celular e tablet que ajudam a gerenciar senhas.


Segurança é um hábito. Pratique!

Para saber mais

quarta-feira, 12 de março de 2014

Um minuto na Internet

A cada 60 segundos uma quantidade gigante de informação é colocada na Internet, mas boa parte de seus usuários nem tem ideia do que isso significa.
Fonte: Online in 60 Seconds [Infographic] foi produzido por Qmee
Comecemos pelas redes sociais. Somente no Facebook temos 1,8 milhões de likes gerados por 2,46 milhões posts efetuados em um minuto. No Twitter são 278 mil tweets por minuto, somados a 216 mil novas fotos compartilhadas no Instagram, mais 104 mil no snapchat e outras 20 mil no tumblr. Junte a isso o upload de 72 horas de vídeo no YouTube.

E isso só nas redes mais conhecidas. Contando com outras, teríamos que adicionar 20 milhões de visualizações de fotos no flickr, 11 mil usuários ativos no Pinterest, 11 consultas por currículos no LinkedIn.

Em um minuto acontecem 1.4 milhões de conexões por meio do Skype, interligando seguramente mais de 2 milhões de pessoas. No mesmo minuto são enviados 204 milhões de emails, realizadas 2 milhões de consultas só no Google e postados milhares de artigos em blogs de todo tipo, 347 só no WordPress. E ainda não consideramos a informação gerada pelos milhões de SMS trocados pelos telefones celulares; nem as matérias de jornais e revistas; relatórios técnicos de empresas especializadas; e artigos publicados em revistas técnicas e científicas on-line. Também não pensamos nas 17 mil transações comerciais eletrônicas do Walmart, uns 15 mil downloads (pagos) de músicas na AppleStore e a geração de US$83 mil em vendas no site da Amazon.

Números que impressionam, mas e daí? O volume diário de informação produzida é tão grande que ultrapassa muito as capacidades de processamento dos computadores comuns. Mesmo os maiores supercomputadores que existem sofrem para processar essa massa monstruosa de dados.

Como a produção de informação não para de crescer, nos dirigimos para o Big Data, nome dado pelos especialistas para essa explosão de dados, que exigirá bem mais do que computadores rápidos, mas novas técnicas para capturar, armazenar, recuperar e compartilhar informação.

Serão necessários profissionais para uma nova geração de produtos e serviços envolvendo programação, bancos de dados, redes de computadores e técnicas de data mining e inteligência artificial. Esse é o novo desafio da área de Tecnologia de Informação!

Para saber mais

terça-feira, 11 de março de 2014

Virtualização

Você sabia que o setor de Tecnologia da Informação no mundo produz tanto ou mais emissões de CO2 do que aviação comercial? Pois é, o consumo de energia elétrica deste segmento é altíssimo, a ponto de equiparar seu impacto ambiental com outros setores vistos como menos sofisticados.

Neste cenário surge a virtualização, uma tecnologia emergente destinada a permitir que diversos servidores possam funcionar compartilhando um mesmo equipamento físico, reduzindo o consumo de energia elétrica e outros gastos associados.

Virtualizar é o ato de criar uma versão virtual de algo, como uma plataforma de hardware, um servidor, um sistema operacional, um dispositivo de armazenamento ou uma rede de computador. Os softwares de virtualização podem dividir um recurso para prover seu uso em múltiplos ambientes; ou consolidar vários recursos de maneira que sejam tratados como algo único.

Embora estas técnicas tenham sido originadas nos anos 1960, na última década tornaram-se uma estratégia fundamental para organizar datacenters (as novas versões dos antigos centros de processamento de dados). Um servidor tradicional trabalha com grande ociosidade na maior parte do tempo, pois é dimensionado para atender os horários de pico. Assim o consumo de energia é maior do que efetivamente necessário.

Com a virtualização, um servidor de capacidades maiores pode hospedar vários servidores (máquinas) virtuais, o que chamamos consolidação de servidores, explorando melhor os recursos disponíveis, reduzindo a ociosidade e o consumo total de energia, além de requisitar menos espaço e esforço de manutenção.

Assim a virtualização permite reduzir os custos de operação com menor impacto ambiental, o que é ainda melhor.